VALOR DE LOS PRINCIPALES PRODUCTOS EXPORTADOS DEL SECTOR AGRONEGOCIOS DE BRASIL EN 2011:
Complejo de soya 24,1millardos deUS$
Azucar y alcohol 18,2 millardos de US
Carnes ........ 15,6 ....
Prod Forestales. 9,6 ....
Café ........ 8,7.....
Cereales e Harinas 4,2 ....
Fumo y Tabaco. 2,5 ....
Fibras y Textiles. 2,2 ....
Frutas ... 0,9 ....
Cacao y preparar. 0,4 ....
Lácteos... 0,2 ....
Pescados ... 0,2
VALOR TOTAL DE LAS EXPORTACIONES DE AGRONEGOCIOS EN EL AÑO 2011 - 94,6 MIL MILLONES DE DOLARES Y EL SUPERAVIT - US$ 77,5 MIL MILLONES DE DOLARES
miércoles, 10 de octubre de 2012
lunes, 8 de octubre de 2012
O MERCOSUR E CHAVES - PERSPECTIVAS FUTURAS
Os países do Mercosul acompanham as eleições do próximo domingo na Venezuela, onde o presidente Hugo Chávez tenta se reeleger para um terceiro mandato, na expectativa de que o governo venezuelano dê sequência ao estilo adotado mais recentemente em sua política externa venezuelana em que prevalece o pragmatismo no lugar do polêmico discurso "revolucionário".
Na avaliação de especialistas ouvidos pela BBC Brasil, a diversidade de interesses regionais gera nos países do Mercosul expectativas mais favoráveis à continuidade de Chávez no poder do que a uma vitória de seu rival Henrique Capriles. Notícias relacionadasChávez aposta em programas sociais para tentar reeleiçãoOpositor aposenta discurso neoliberal para tentar derrotar ChávezRival de Chávez critica superávit brasileiro e promete visitar Dilma Tópicos relacionadosAmérica Latina, VenezuelaNo campo econômico, o Brasil lidera a lista dos sul-americanos interessados em que o resultado do pleito não afete seus negócios no país caribenho. Nos últimos anos, o Brasil se tornou o terceiro principal sócio comercial da Venezuela, atrás somente dos Estados Unidos e China.
Se confirmada a projeção das pesquisas que apontam Chávez como favorito, o Brasil tende a dar continuidade ao papel de "moderador" das iniciativas de Caracas, só que agora, com enfoque no campo econômico, avalia Javier Biardeau, professor de sociologia da Universidade Central da Venezuela e especialista em desenvolvimento na América Latina.
"Moderar Chávez significa garantir que o horizonte do projeto bolivariano não ultrapasse o capitalismo de Estado", diz Biardeau. Na prática, isso significa, para ele, que o projeto do "socialismo do século 21" do atual governo deve permanecer somente na retórica.
O analista avalia que a tendência é que, se obtiver mais um mandato, Chávez continue se comprometendo com as grandes empresas regionais em troca de apoio político.
"Se prevalecer o papel de moderação de Brasil e Argentina, serão as empresas e os países do Mercosul os negociadores das condições de segurança jurídica para o capital estrangeiro na Venezuela", afirma Biardeau.
Demora, mas pagaO candidato opositor Henrique Capriles criticou durante a campanha a entrada de seu país no Mercosul e a desvantagem da Venezuela na relação comercial com o Brasil.
"Queremos ir ao Brasil buscar investimentos para a Venezuela, não que o Brasil seja somente um vendedor para a Venezuela, que é a realidade de hoje", afirmou Capriles à imprensa estrangeira, em Caracas.
Os principais empresários venezuelanos apoiam a coalizão opositora e veem com preocupação a livre competição com produtos brasileiros e argentinos.
De olho nas mudanças que uma eventual vitória de Capriles poderia trazer, a Câmara de Comércio e Indústria Venezuelana-Brasileira (Cavenbra) admite que seus sócios vêem com simpatia um novo mandato de Chávez.
"Temos mais de 90 empresários brasileiros querendo vir à Venezuela fazer negócios", afirmou à BBC Brasil o diretor-executivo da Cavenbra, Fernando Portela.
A aposta dos investidores é que, com a entrada do país ao Mercosul, haverá mais segurança jurídica nas negociações com o governo. Nos bastidores, os brasileiros comentam que Chávez "demora, mas paga".
Para Portela, em uma eventual vitória da coalizão opositora, a pauta comercial venezuelana tende a migrar aos antigos parceiros do "norte", invertendo a lógica aplicada por Chávez nos últimos anos de reduzir a dependência comercial com os Estados Unidos.
"(Com Capriles) o Brasil pode perder a médio prazo maior participação nesse comércio", afirma o diretor da Cavenbra.
Empreiteirasrasil tende a dar continuidade ao papel de 'moderador' das iniciativas de Caracas
O setor de construção é um dos principais em disputa. Cinco grandes empreiteiras brasileiras, encabeçadas por Odebrecht e Camargo Correa, foram beneficiadas por uma ofensiva diplomática brasileira iniciada em 2005.
Neste período, consolidou-se o estabelecimento dessas empresas para a execução de obras de construção de infraestrutura e moradia na Venezuela.
O montante dos investimentos - que, em sua maioria, contam com financiamento do BNDES - é tratado com sigilo. Portela afirma que os construtores venezuelanos se sentem desprestigiados porque o governo não lhes deu participação nas obras de infraestrutura.
Para o diretor da Cavenbra, a pressão do setor sobre Capriles pode modificar a participação das empresas estrangeiras no ramo.
Outro alvo dos investidores brasileiros é a entrada de produtos da China na região, principalmente na área de manufaturados. "Agora que a Venezuela faz parte do Mercosul, não tem sentido que continue importando tantos manufaturados da China", diz Portela.
O comércio bilateral entre Brasil e Venezuela saltou de US$ 2,4 bilhões em 2005 para uma previsão de pouco mais de US$ 6 bilhões neste ano. O superávit brasileiro é de quase US$ 5 bilhões.
Alba e FarcOutro desafio para a política externa venezuelana será triangular a relação comercial do Mercosul com os interesses dos países da Alba (Alternativa Bolivariana paras as Américas), criada por Chávez e pelo líder cubano Fidel Castro.
Capriles advertiu que, se eleito, seu governo deixará de "presentear" o petróleo venezuelano como método para ampliar a influência da Venezuela na região.
Na Alba, os laços são baseados na troca de produtos e serviços. Caso emblemático é a relação com Cuba que estabelece o envio de petróleo à ilha em troca de assistência médica e profissional cubana.
No campo político, há especial preocupação da Colômbia. Após anos de crise durante o governo de Álvaro Uribe - inclusive com ameaça de agressão militar - a Venezuela foi convidada à participar como acompanhante, junto com Chile, na negociação de um acordo de paz entre o governo de Juan Manuel Santos e a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
De acordo com um diplomata colombiano, Bogotá prefere a permanência de Chávez em Miraflores para evitar que uma crise interna no país "perturbe" as negociações com a guerrilha.
Na avaliação de especialistas ouvidos pela BBC Brasil, a diversidade de interesses regionais gera nos países do Mercosul expectativas mais favoráveis à continuidade de Chávez no poder do que a uma vitória de seu rival Henrique Capriles. Notícias relacionadasChávez aposta em programas sociais para tentar reeleiçãoOpositor aposenta discurso neoliberal para tentar derrotar ChávezRival de Chávez critica superávit brasileiro e promete visitar Dilma Tópicos relacionadosAmérica Latina, VenezuelaNo campo econômico, o Brasil lidera a lista dos sul-americanos interessados em que o resultado do pleito não afete seus negócios no país caribenho. Nos últimos anos, o Brasil se tornou o terceiro principal sócio comercial da Venezuela, atrás somente dos Estados Unidos e China.
Se confirmada a projeção das pesquisas que apontam Chávez como favorito, o Brasil tende a dar continuidade ao papel de "moderador" das iniciativas de Caracas, só que agora, com enfoque no campo econômico, avalia Javier Biardeau, professor de sociologia da Universidade Central da Venezuela e especialista em desenvolvimento na América Latina.
"Moderar Chávez significa garantir que o horizonte do projeto bolivariano não ultrapasse o capitalismo de Estado", diz Biardeau. Na prática, isso significa, para ele, que o projeto do "socialismo do século 21" do atual governo deve permanecer somente na retórica.
O analista avalia que a tendência é que, se obtiver mais um mandato, Chávez continue se comprometendo com as grandes empresas regionais em troca de apoio político.
"Se prevalecer o papel de moderação de Brasil e Argentina, serão as empresas e os países do Mercosul os negociadores das condições de segurança jurídica para o capital estrangeiro na Venezuela", afirma Biardeau.
Demora, mas pagaO candidato opositor Henrique Capriles criticou durante a campanha a entrada de seu país no Mercosul e a desvantagem da Venezuela na relação comercial com o Brasil.
"Queremos ir ao Brasil buscar investimentos para a Venezuela, não que o Brasil seja somente um vendedor para a Venezuela, que é a realidade de hoje", afirmou Capriles à imprensa estrangeira, em Caracas.
Os principais empresários venezuelanos apoiam a coalizão opositora e veem com preocupação a livre competição com produtos brasileiros e argentinos.
De olho nas mudanças que uma eventual vitória de Capriles poderia trazer, a Câmara de Comércio e Indústria Venezuelana-Brasileira (Cavenbra) admite que seus sócios vêem com simpatia um novo mandato de Chávez.
"Temos mais de 90 empresários brasileiros querendo vir à Venezuela fazer negócios", afirmou à BBC Brasil o diretor-executivo da Cavenbra, Fernando Portela.
A aposta dos investidores é que, com a entrada do país ao Mercosul, haverá mais segurança jurídica nas negociações com o governo. Nos bastidores, os brasileiros comentam que Chávez "demora, mas paga".
Para Portela, em uma eventual vitória da coalizão opositora, a pauta comercial venezuelana tende a migrar aos antigos parceiros do "norte", invertendo a lógica aplicada por Chávez nos últimos anos de reduzir a dependência comercial com os Estados Unidos.
"(Com Capriles) o Brasil pode perder a médio prazo maior participação nesse comércio", afirma o diretor da Cavenbra.
Empreiteirasrasil tende a dar continuidade ao papel de 'moderador' das iniciativas de Caracas
O setor de construção é um dos principais em disputa. Cinco grandes empreiteiras brasileiras, encabeçadas por Odebrecht e Camargo Correa, foram beneficiadas por uma ofensiva diplomática brasileira iniciada em 2005.
Neste período, consolidou-se o estabelecimento dessas empresas para a execução de obras de construção de infraestrutura e moradia na Venezuela.
O montante dos investimentos - que, em sua maioria, contam com financiamento do BNDES - é tratado com sigilo. Portela afirma que os construtores venezuelanos se sentem desprestigiados porque o governo não lhes deu participação nas obras de infraestrutura.
Para o diretor da Cavenbra, a pressão do setor sobre Capriles pode modificar a participação das empresas estrangeiras no ramo.
Outro alvo dos investidores brasileiros é a entrada de produtos da China na região, principalmente na área de manufaturados. "Agora que a Venezuela faz parte do Mercosul, não tem sentido que continue importando tantos manufaturados da China", diz Portela.
O comércio bilateral entre Brasil e Venezuela saltou de US$ 2,4 bilhões em 2005 para uma previsão de pouco mais de US$ 6 bilhões neste ano. O superávit brasileiro é de quase US$ 5 bilhões.
Alba e FarcOutro desafio para a política externa venezuelana será triangular a relação comercial do Mercosul com os interesses dos países da Alba (Alternativa Bolivariana paras as Américas), criada por Chávez e pelo líder cubano Fidel Castro.
Capriles advertiu que, se eleito, seu governo deixará de "presentear" o petróleo venezuelano como método para ampliar a influência da Venezuela na região.
Na Alba, os laços são baseados na troca de produtos e serviços. Caso emblemático é a relação com Cuba que estabelece o envio de petróleo à ilha em troca de assistência médica e profissional cubana.
No campo político, há especial preocupação da Colômbia. Após anos de crise durante o governo de Álvaro Uribe - inclusive com ameaça de agressão militar - a Venezuela foi convidada à participar como acompanhante, junto com Chile, na negociação de um acordo de paz entre o governo de Juan Manuel Santos e a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
De acordo com um diplomata colombiano, Bogotá prefere a permanência de Chávez em Miraflores para evitar que uma crise interna no país "perturbe" as negociações com a guerrilha.
RELEICAO DO CHAVES E OS NEGOCIOS CON O BRASIL
Empresários brasileiros esperam ampliar negócios com a reeleição de Chávez
Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil
Atualizado em 8 de outubro, 2012 - 16:57 (Brasília) 19:57 GMT
Facebook Twitter CompartilheEnviar a página Versão para impressão .Reeleição provoca cenas de celebração e lágrimas nas ruas de Caracas
Presidente Hugo Chávez foi reeleito para mais seis anos de governo na Venezuela.
Para executar este conteúdo em Java você precisa estar sintonizado e ter a última versão do Flash player instalada em seu computador.
A terceira reeleição do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi comemorada não somente pelos simpatizantes do chavismo. Empresários brasileiros, que observavam com expectativa o pleito, veem a continuidade no poder como a garantia de expansão do comércio com a América do Sul.
Chávez foi reeleito com 54% dos votos, contra 44% de seu rival Henrique Capriles.
Notícias relacionadasHugo Chávez é reeleito e pode governar Venezuela até 2019De olho em comércio, Mercosul aposta em Venezuela mais pragmáticaVenezuela reduz desigualdade, mas sofre com escalada da violência
Tópicos relacionadosVenezuela, Brasil, América Latina, Economia"Empresários brasileiros tanto no Brasil como aqui estão comemorando hoje", afirma à BBC Brasil Fernando Portela, diretor-executivo da Câmara de Comércio e Indústria Venezuelana-Brasileira (Cavenbra).
A Cavenbra e representantes das grandes empreiteiras brasileiras na Venezuela viam com preocupação a possibilidade da eleição de Capriles. No campo regional, o opositor havia prometido rever a entrada da Venezuela ao Mercosul e pretendia voltar ao bloco da CAN (Comunidade Andina de Nações).
Na política doméstica, a estreita relação de Capriles com empresários venezuelanos era vista como uma ameaça pelo setor empresarial brasileiro, já que, em um eventual governo opositor, o setor voltaria a se fortalecer, podendo afetar a participação internacional nas áreas de construção, agropecuária e manufaturados.
Segurança jurídicaA aposta dos investidores é que, com a entrada da Venezuela no Mercosul, haverá mais segurança jurídica nas negociações. Ao mesmo tempo, há expectativa de "contenção" da entrada de produtos chineses na América do Sul via Venezuela. "A China é a pedra no caminho do Brasil", diz Portela.
Associação diz que Chávez cobrará do Brasil 'maior participação em projetos de infraestrutura'
A China se tornou o segundo sócio comercial da Venezuela, seguida pelo Brasil. A penetração chinesa no mercado venezuelano se deve fundamentalmente à decisão de Chávez de reduzir a dependência de sua economia do mercado americano. Desde então a exportações de petróleo venezuelano subiram ao mesmo ritmo em que o mercado venezuelano passou a ser inundado por produtos chineses.
Outro vínculo comercial determinante é o fundo de financiamento chinês estimado em US$ 32 bilhões. "Com o suporte financeiro, a China pode expandir seus negócios aqui e isso faz com que o Brasil perca terreno neste aspecto", afirma Portela.
Para a Cavenbra, para frear a expansão chinesa o Brasil deverá ampliar a fonte de financiamento via BNDES para fortalecer sua participação no mercado venezuelano. "Chávez deverá cobrar do Brasil uma maior participação financeira nos projetos de infraestrutura. A Venezuela está sem dinheiro. As reservas internacionais em dinheiro estão baixas", disse Portela.
Estima-se que somente 30% das reservas internacionais venezuelanas estejam disponíveis para compras e investimentos. O restante estaria reservado em barras de ouro.
Substituir chineses por sul-americanosA Cavenbra espera que, com a lógica da preferência aduaneira aos países do Mercosul, a Venezuela possa substituir a importação de manufaturados, eletrodomésticos e autopeças chinesas por produtos sul-americanos.
Para o economista Victor Álvarez, ex-ministro de Indústrias Básicas e Mineração da Venezuela e investigador do Centro Internacional Miranda, as mudanças econômicas previstas para os próximos seis anos de mandato de Chávez exigem correções na relação comercial assimétrica no comércio com o Brasil.
Economista diz que Venezuela tentará corrigir assimetrias no comércio com o Brasil
Álvarez opina que o Brasil deve substituir a relação de integração comercial – baseada exclusivamente nas exportações - por uma fase de integração econômica e produtiva, que requer transferência tecnológica, assistência técnica e capacitação para os venezuelanos. "Os negócios devem entrar numa fase que vá além do comercial e evoluir à uma etapa de investimento produtivo", diz.
Do contrário, diz Álvarez, se a relação comercial se mantiver tal como está, o consumidor venezuelano deve ter "autonomia" para optar por produtos mais baratos, de boa ou média qualidade , independentemente do provedor.
"Se o Brasil quer ter tratamento preferencial deve contribuir com o desenvolvimento do modelo produtivo nacional", afirma o economista.
O comércio bilateral entre Brasil e Venezuela saltou de US$ 2,4 bilhões em 2005 para uma previsão de pouco mais de US$ 6 bilhões neste ano. O superávit brasileiro é de quase US$ 5 bilhões.
Em discurso logo após a vitória, Chávez disse que seu novo governo se pautará pela "eficiência". A mensagem foi interpretada como um bom sinal por parte dos investidores brasileiros que se preparam para mais cobranças, em especial no setor de construção, um dos principais em disputa.
Cinco grandes empreiteiras brasileiras, encabeçadas por Odebrecht e Camargo Correa, foram beneficiadas por uma ofensiva diplomática brasileira iniciada em 2005. Neste período, consolidou-se o estabelecimento dessas empresas para a execução de obras de construção de infraestrutura e moradia na Venezuela.
Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil
Atualizado em 8 de outubro, 2012 - 16:57 (Brasília) 19:57 GMT
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Presidente Hugo Chávez foi reeleito para mais seis anos de governo na Venezuela.
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A terceira reeleição do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi comemorada não somente pelos simpatizantes do chavismo. Empresários brasileiros, que observavam com expectativa o pleito, veem a continuidade no poder como a garantia de expansão do comércio com a América do Sul.
Chávez foi reeleito com 54% dos votos, contra 44% de seu rival Henrique Capriles.
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A Cavenbra e representantes das grandes empreiteiras brasileiras na Venezuela viam com preocupação a possibilidade da eleição de Capriles. No campo regional, o opositor havia prometido rever a entrada da Venezuela ao Mercosul e pretendia voltar ao bloco da CAN (Comunidade Andina de Nações).
Na política doméstica, a estreita relação de Capriles com empresários venezuelanos era vista como uma ameaça pelo setor empresarial brasileiro, já que, em um eventual governo opositor, o setor voltaria a se fortalecer, podendo afetar a participação internacional nas áreas de construção, agropecuária e manufaturados.
Segurança jurídicaA aposta dos investidores é que, com a entrada da Venezuela no Mercosul, haverá mais segurança jurídica nas negociações. Ao mesmo tempo, há expectativa de "contenção" da entrada de produtos chineses na América do Sul via Venezuela. "A China é a pedra no caminho do Brasil", diz Portela.
Associação diz que Chávez cobrará do Brasil 'maior participação em projetos de infraestrutura'
A China se tornou o segundo sócio comercial da Venezuela, seguida pelo Brasil. A penetração chinesa no mercado venezuelano se deve fundamentalmente à decisão de Chávez de reduzir a dependência de sua economia do mercado americano. Desde então a exportações de petróleo venezuelano subiram ao mesmo ritmo em que o mercado venezuelano passou a ser inundado por produtos chineses.
Outro vínculo comercial determinante é o fundo de financiamento chinês estimado em US$ 32 bilhões. "Com o suporte financeiro, a China pode expandir seus negócios aqui e isso faz com que o Brasil perca terreno neste aspecto", afirma Portela.
Para a Cavenbra, para frear a expansão chinesa o Brasil deverá ampliar a fonte de financiamento via BNDES para fortalecer sua participação no mercado venezuelano. "Chávez deverá cobrar do Brasil uma maior participação financeira nos projetos de infraestrutura. A Venezuela está sem dinheiro. As reservas internacionais em dinheiro estão baixas", disse Portela.
Estima-se que somente 30% das reservas internacionais venezuelanas estejam disponíveis para compras e investimentos. O restante estaria reservado em barras de ouro.
Substituir chineses por sul-americanosA Cavenbra espera que, com a lógica da preferência aduaneira aos países do Mercosul, a Venezuela possa substituir a importação de manufaturados, eletrodomésticos e autopeças chinesas por produtos sul-americanos.
Para o economista Victor Álvarez, ex-ministro de Indústrias Básicas e Mineração da Venezuela e investigador do Centro Internacional Miranda, as mudanças econômicas previstas para os próximos seis anos de mandato de Chávez exigem correções na relação comercial assimétrica no comércio com o Brasil.
Economista diz que Venezuela tentará corrigir assimetrias no comércio com o Brasil
Álvarez opina que o Brasil deve substituir a relação de integração comercial – baseada exclusivamente nas exportações - por uma fase de integração econômica e produtiva, que requer transferência tecnológica, assistência técnica e capacitação para os venezuelanos. "Os negócios devem entrar numa fase que vá além do comercial e evoluir à uma etapa de investimento produtivo", diz.
Do contrário, diz Álvarez, se a relação comercial se mantiver tal como está, o consumidor venezuelano deve ter "autonomia" para optar por produtos mais baratos, de boa ou média qualidade , independentemente do provedor.
"Se o Brasil quer ter tratamento preferencial deve contribuir com o desenvolvimento do modelo produtivo nacional", afirma o economista.
O comércio bilateral entre Brasil e Venezuela saltou de US$ 2,4 bilhões em 2005 para uma previsão de pouco mais de US$ 6 bilhões neste ano. O superávit brasileiro é de quase US$ 5 bilhões.
Em discurso logo após a vitória, Chávez disse que seu novo governo se pautará pela "eficiência". A mensagem foi interpretada como um bom sinal por parte dos investidores brasileiros que se preparam para mais cobranças, em especial no setor de construção, um dos principais em disputa.
Cinco grandes empreiteiras brasileiras, encabeçadas por Odebrecht e Camargo Correa, foram beneficiadas por uma ofensiva diplomática brasileira iniciada em 2005. Neste período, consolidou-se o estabelecimento dessas empresas para a execução de obras de construção de infraestrutura e moradia na Venezuela.
NUEVA CLASE MEDIA DE BRASIL CORRESPONDE A 53%
Nova classe média corresponde a 53% da população
São mais de 100 milhões de brasileiros. Um aumento de 37% apenas na última década
Moreira Franco, ministro chefe da SAE, durante a cerimônia de lançamento da plataforma
Foi lançada nesta quinta, 20, a plataforma Vozes da classe média, que buscará identificar, por meio de pesquisas, quais as especificidades da nova classe média brasileira, inclusive questões relativas ao seu comportamento, mecanismos que levaram à ascensão dessa população a esse estrato e o que ela necessita para continuar no processo de elevação à classe alta, com o intuito de formulação de novas políticas públicas.
Participaram do evento o ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, o subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga Andrade, o representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, e o diretor da Caixa Econômica Federal, José Henrique da Cruz.
No discurso de abertura, Moreira Franco destacou a importância da pesquisa que será realizada com 10 mil pessoas que compõem a nova classe média, na qual serão utilizados dados do IBGE, Ipea, PNUD, Banco Central e CNI. “O objeto dessa pesquisa é um fato histórico, pois temos a possibilidade de viver uma experiência profunda, que mudará a vida da sociedade brasileira”, ressaltou o ministro. Ele ainda observou que se a classe média brasileira fosse um país, estaria entre os oito com maior capacidade de consumo, algo em torno de R$ 1 trilhão de reais anuais.
Cerca de 20% da classe baixa migraram para a classe média na última década – em torno de 40 milhões de pessoas –, o que demanda uma nova plataforma de políticas públicas que atendam e compreendam essa nova conjuntura nacional. Atualmente, a classe média correspondem a cerca de 53% da população. Como grande desafio para o poder público, Paes de Barros ponderou que “há a necessidade de modificações das políticas públicas brasileiras numa velocidade que atenda à velocidade das transformações sociais em curso”.
Políticas públicas
Dando prosseguimento ao evento, os pesquisadores Diana Grosner, da SAE, e Renato Meirelles, do Instituto Data Popular (IDP), apresentaram alguns dados que possibilitam compreender como houve a ascensão tão numerosa à classe média em apenas uma década.
Segundo Grosner, a educação é o principal fator causador da migração para a classe média à medida que também é a maior discrepância entre a classe alta e a classe média. “Enquanto a classe média estuda cerca de 8 anos, esse tempo é de 12 anos para a classe alta. A educação parece ser um fator decisivo para explicar a diferença entre as classes”, concluiu. A renda per capita da classe alta é cerca de quatro vezes maior que da classe média, demonstrando que apesar dessa rápida ascensão, a classe média ainda está muito distante economicamente e educacionalmente da classe alta.
Percepção de melhora da qualidade de vida no Brasil, ampliação do consumo, otimismo, protagonismo e cidadania foram as quatro dimensões analisadas por Renato Meireles para compreender a nova dinâmica da classe média. O pesquisador destacou que “as políticas públicas para a classe média não têm mais a ver com assistencialismo, mas com política econômica”. Por fim, afirmou que o grande desafio das políticas públicas é ouvir efetivamente o cidadão que quer ser protagonista dessas políticas.
São mais de 100 milhões de brasileiros. Um aumento de 37% apenas na última década
Moreira Franco, ministro chefe da SAE, durante a cerimônia de lançamento da plataforma
Foi lançada nesta quinta, 20, a plataforma Vozes da classe média, que buscará identificar, por meio de pesquisas, quais as especificidades da nova classe média brasileira, inclusive questões relativas ao seu comportamento, mecanismos que levaram à ascensão dessa população a esse estrato e o que ela necessita para continuar no processo de elevação à classe alta, com o intuito de formulação de novas políticas públicas.
Participaram do evento o ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, o subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga Andrade, o representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, e o diretor da Caixa Econômica Federal, José Henrique da Cruz.
No discurso de abertura, Moreira Franco destacou a importância da pesquisa que será realizada com 10 mil pessoas que compõem a nova classe média, na qual serão utilizados dados do IBGE, Ipea, PNUD, Banco Central e CNI. “O objeto dessa pesquisa é um fato histórico, pois temos a possibilidade de viver uma experiência profunda, que mudará a vida da sociedade brasileira”, ressaltou o ministro. Ele ainda observou que se a classe média brasileira fosse um país, estaria entre os oito com maior capacidade de consumo, algo em torno de R$ 1 trilhão de reais anuais.
Cerca de 20% da classe baixa migraram para a classe média na última década – em torno de 40 milhões de pessoas –, o que demanda uma nova plataforma de políticas públicas que atendam e compreendam essa nova conjuntura nacional. Atualmente, a classe média correspondem a cerca de 53% da população. Como grande desafio para o poder público, Paes de Barros ponderou que “há a necessidade de modificações das políticas públicas brasileiras numa velocidade que atenda à velocidade das transformações sociais em curso”.
Políticas públicas
Dando prosseguimento ao evento, os pesquisadores Diana Grosner, da SAE, e Renato Meirelles, do Instituto Data Popular (IDP), apresentaram alguns dados que possibilitam compreender como houve a ascensão tão numerosa à classe média em apenas uma década.
Segundo Grosner, a educação é o principal fator causador da migração para a classe média à medida que também é a maior discrepância entre a classe alta e a classe média. “Enquanto a classe média estuda cerca de 8 anos, esse tempo é de 12 anos para a classe alta. A educação parece ser um fator decisivo para explicar a diferença entre as classes”, concluiu. A renda per capita da classe alta é cerca de quatro vezes maior que da classe média, demonstrando que apesar dessa rápida ascensão, a classe média ainda está muito distante economicamente e educacionalmente da classe alta.
Percepção de melhora da qualidade de vida no Brasil, ampliação do consumo, otimismo, protagonismo e cidadania foram as quatro dimensões analisadas por Renato Meireles para compreender a nova dinâmica da classe média. O pesquisador destacou que “as políticas públicas para a classe média não têm mais a ver com assistencialismo, mas com política econômica”. Por fim, afirmou que o grande desafio das políticas públicas é ouvir efetivamente o cidadão que quer ser protagonista dessas políticas.
viernes, 5 de octubre de 2012
VUELOS DE TAM VENEZUELA -BRASIL
Caracas – SAO vuelo JJ8051 sale de CCS 20:35 y llega al día siguiente a las 04:35 am, conecta para ir a RIO con el vuelo JJ8085, sale de GRU 07:20 llega a GIG 08:25 Equipo Airbus A320 El vuelo de SAO – Caracas JJ8050 sale de GRU a las 14:25 y llega CCS 18:55, en ese mismo avión se sale de RIO (vuelo JJ8050) a las 12:29 y llegan GRU 13:30, en este caso los pasajeros no bajan del avión. Equipo Airbus A320 Desde Sao Paulo a: Hacia Sao Paolo desde: Curitiba: JJ3333 equipo: A320 sale:0855 llega:0955 JJ3554 equipo: A320 sale:0905 llega:1010 Belo Horizonte: JJ8101 equipo: A320 sale:0840 llega:0952 JJ8018 equipo: A320 sale:1152 llega:1325 Porto Alegre: JJ3501 equipo: A321 sale:0750 llega:0933 JJ3288 equipo: A320 sale:1142 llega:1315 Recife: JJ3524 equipo: A320 sale:0710 llega:1008 JJ3383 equipo: A320 sale:0843 llega:1210 Salvador: JJ3486 equipo: A321 sale:0650 llega:0905 JJ3487 equipo: A320 sale:0940 llega:1205 Asunción: PZ713 equipo: A320 sale:0830 llega:1030 JJ716 equipo: A320 sale:0515 llega:0710 Montevideo: JJ8046 equipo: A320 sale:0925 llega:1200 JJ8045 equipo: A320 sale:0600 llega:0830 Buenos Aires: PZ704 equipo: A320 sale:0610 llega:0900 JJ8009 equipo: A320 sale:0910 lleg xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Edgar Rodríguez - Ejecutivo de Cuentas CCS - VE
TAM Linhas Aéreas S/A
Fone (teléfono): Fijo: +58 (212) 957 3606 / Cel: +58 412 2782607
Av. Venezuela Torre Asociación Bancaria de Venezuela, piso 2 ofc. 23 Urb. El Rosal Caracas - DC- Venezuelaa:1150 JJ8000 equipo: A320 sale:0835 llega:1125
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