Brasil já é o terceiro maior exportador agrícola do mundo
Apenas os EUA e UE vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros
Raquel Landim, de O Estado de S. Paulo
Brasil exportou US$ 64,1 bilhões em produtos agropecuários em 2008, diz OMC
SÃO PAULO - O Brasil ultrapassou o Canadá e se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Na última década, o País já havia deixado para trás Austrália e China. Hoje, apenas Estados Unidos e União Europeia vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros.
Meta de exportações pode subir com pacote de estímulo
Brasil deverá ter 44,5% do mercado mundial de carnes em 2020
Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC), divulgados este ano, apontam que o Brasil exportou US$ 61,4 bilhões em produtos agropecuários em 2008, comparado com US$ 54 bilhões do Canadá. Em 2007, os canadenses mantinham estreita vantagem, com vendas de US$ 48,7 bilhões, ante US$ 48,3 bilhões do Brasil.
O ritmo de crescimento da produção brasileira de alimentos já deixava claro que a virada estava prestes a ocorrer. Entre 2000 e 2008, as exportações agrícolas do Brasil cresceram 18,6%, em média, por ano, acima dos 6,3% do Canadá, 6% da Austrália, 8,4% dos Estados Unidos e 11,4% da União Europeia. Em 2000, o País ocupava o sexto lugar no ranking dos exportadores agrícolas.
Uma série de fatores garantiu o avanço da agricultura brasileira nos últimos anos: recursos naturais (solo, água e luz) abundantes, diversidade de produtos, um câmbio relativamente favorável até 2006 (depois a valorização do real prejudicou a rentabilidade), o aumento da demanda dos países asiáticos e o crescimento da produtividade das lavouras.
"Houve uma mudança nas vantagens comparativas em favor do Brasil, que teve um custo de produção baixo para vários produtos nesse período graças aos seus recursos naturais e ao câmbio", disse o analista sênior da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Garry Smith.
Para o sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, "o Brasil é hoje a única grande agricultura tropical do planeta". Ele ressalta que o aproveitamento da terra é melhor na zona tropical. Em algumas regiões do Brasil, é possível plantar milho depois de colher soja, o que significa duas safras no mesmo ano.
Apesar disso, 80% da produção de grãos ainda estão em áreas temperadas. Canadá, EUA e UE detêm a tecnologia, mas não conseguem ampliar sua agricultura, porque quase não têm áreas novas disponíveis e enfrentam muita dificuldade para convencer as pessoas a permanecer no campo.
Produtividade
Graças às pesquisas da Embrapa, o aumento da produtividade teve um papel fundamental no crescimento da produção agrícola brasileira. Entre 1990 e 2009, a área plantada de grãos no País subiu 1,7% ao ano, mas a produção cresceu 4,7%. "Tivemos uma forte expansão da produtividade e um aumento da área plantada entre 2000 e 2005", disse o diretor do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Nassar.
Segundo o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessoa, a expansão da safra de soja e o aumento da produção de carnes foram os principais responsáveis pelo avanço recente do Brasil na exportação agrícola. No complexo soja (grão, farelo e óleo), as exportações mais do que quadruplicaram, saindo de US$ 4,2 bilhões em 2000 para US$ 17,2 bilhões em 2009. As vendas de carne bovina subiram de US$ 813 milhões para US$ 4,2 bilhões no período, e as de carne de frango, de US$ 735 milhões para US$ 5,8 bilhões.
"Saímos de uma posição insignificante para nos tornarmos maior exportador do mundo de carne bovina e de frango", disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango, Francisco Turra, que era ministro da Agricultura em 1998, quando o Brasil conseguiu a certificação da Organização Internacional de Sanidade Animal (OIE) e pôde começar a exportar.
Liderança
Nos produtos tradicionais, como café, suco de laranja e açúcar, o País manteve a liderança. A participação brasileira no mercado de café oscilou entre 29% e 33% nos últimos 10 anos, apesar do avanço do Vietnã. "O Brasil é líder na exportação mundial de café desde 1860", diz o diretor executivo do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Guilherme Braga.
No suco de laranja, o País é responsável por 80% das exportações mundiais - a maior fatia de um produto agrícola brasileiro. Dificilmente ganhará mais espaço, mas a concorrência também não está crescendo. É um setor muito consolidado, com apenas quatro empresas. "O suco é um exemplo do que vai ocorrer com a agricultura em outras áreas."
O Brasil já ocupa o primeiro lugar no ranking de exportação em vários produtos agrícolas - açúcar, carne bovina, carne de frango, café, suco de laranja, tabaco e álcool. Também é vice-líder em soja e milho e está na quarta posição na carne suína.
O País, no entanto, ainda está distante de ser o maior exportador de alimentos do mundo. Os EUA e a UE exportaram mais que o dobro do Brasil. Em 2008, os americanos venderam quase US$ 140 bilhões em produtos agrícolas, e os europeus embarcaram US$ 128 bilhões.
"Para superar esses países, temos de fazer um gigantesca lição de casa", disse o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. "O Brasil precisa de uma estratégia agrícola que englobe várias áreas do governo."
Os especialistas não arriscam prever quando ou se o Brasil vai alcançar a liderança, mas dizem que o potencial ainda é significativo, principalmente para carnes, milho e álcool. O País ainda não vende carne a alguns países por restrições sanitárias. No etanol, a exportação deve aumentar muito quando o mercado se consolidar.
lunes, 15 de marzo de 2010
sábado, 23 de enero de 2010
CHINA PRIMER SOCIO COMERCIAL DE BRASIL AL CIERRE DE 2009
CHINA ES EL PRIMER SOCIO COMERCIAL DE BRASIL SUPERANDO USA
China fue el principal socio comercial de Brasil en 2009 e no los Estados Unidos de America, despues de ajustes técnicos realizados por el Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - en la balanza comercial brasilera el ano passado. Los ajustes fueron hechos despues de la divulgacion de los números de la balanza comercial de 2009, en 4 de Enero de 2010. En aquella oportunidad, los datos colocavan USA en primeiro y a China en segundo lugar en la lista de socios comerciales de Brasil, em 2009.
Con la consolidacion de los números del ano, la corriente de comércio (suma de exportaciones e importaciones) Brasil-China subio de US$ US$ 35,8 millardos para US$ US$ 36,1MMMs.Los valores con USA se mantuvo inalterado, en US$ 35,9 millardos.
Publicado por www.noticiascavenbra.blogspot.com en 14:09 0 comentarios
BRASIL - INTERCAMBIO BILATERAL CON LOS PAISES DEL MUNDO EN EL ANO 2009
EXPORTACIONES ,IMPORTACION ,CUENTA CORRIENTE ,SALDO COMERCIAL
CHINA- EXPORTAC BRASILERAS P. CHINA -20,1 MIL MILLONES US$
20.191 ,IMPORTACIONES DESDE CHINA 15.911MILLONES,
CORRIENTE DE COMERCIO 36.102 , SALDO (4,2 )MIL MILLONES
ESTADOS UNIDOS ,EXPORT DE BRASIL- 15.740 IMPORT 20.183
CUENTA CORRIENTE -35.922, SALDO (-4.443 )
ARGENTINA, EXP.DE BRASIL-12.785, 11.281 ,CC 24.066 YS 1.504
ALEMANIA ,6.175,9.866,16.041,(-3.691)
JAPON - 4.270, 5.368 ,9.637, S-(-1.098)
PAISES BAJOS (HOLANDA) ,8.150 ,972 ,9.123 S (7.178 )
COREA, REPUBLICA DA (SUL) ,2.622 ,4.818, 7.441 ,(-2.196 )
ITALIA -3.016 ,3.664,6.680 S (-647 )
FRANCIA -2.905 , 3.615 ,6.521, S (-710)
REINO UNIDO , 3.723 ,2.408 , 6.131 S (1.315 )
NIGERIA , 1.066, 4.760 ,5.827 S (-3.694 )
INDIA- 3.415,2.,2191,5.606 , (1.224 )
MEXICO - 2.676 , 2.783, -5.459, S(-108 )
CHILE ,2.657 ,2.616,5.273 -S-41
ESPANHA ,2.637 ,1.955 ,4.592, S-682
BELGICA, 3.138,1.154.CC 4.292,S-1.984
RUSIA, FEDERACION ,2.869,1.412,,1.281,1.456
VENEZUELA, 3.610 ,582,CC-4.192, S-3.029
SUISA , 1.921 ,2.050 ,3.971,-130
Para acessar o intercâmbio comercial por país ou bloco econômico, clique aqui.
China fue el principal socio comercial de Brasil en 2009 e no los Estados Unidos de America, despues de ajustes técnicos realizados por el Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - en la balanza comercial brasilera el ano passado. Los ajustes fueron hechos despues de la divulgacion de los números de la balanza comercial de 2009, en 4 de Enero de 2010. En aquella oportunidad, los datos colocavan USA en primeiro y a China en segundo lugar en la lista de socios comerciales de Brasil, em 2009.
Con la consolidacion de los números del ano, la corriente de comércio (suma de exportaciones e importaciones) Brasil-China subio de US$ US$ 35,8 millardos para US$ US$ 36,1MMMs.Los valores con USA se mantuvo inalterado, en US$ 35,9 millardos.
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BRASIL - INTERCAMBIO BILATERAL CON LOS PAISES DEL MUNDO EN EL ANO 2009
EXPORTACIONES ,IMPORTACION ,CUENTA CORRIENTE ,SALDO COMERCIAL
CHINA- EXPORTAC BRASILERAS P. CHINA -20,1 MIL MILLONES US$
20.191 ,IMPORTACIONES DESDE CHINA 15.911MILLONES,
CORRIENTE DE COMERCIO 36.102 , SALDO (4,2 )MIL MILLONES
ESTADOS UNIDOS ,EXPORT DE BRASIL- 15.740 IMPORT 20.183
CUENTA CORRIENTE -35.922, SALDO (-4.443 )
ARGENTINA, EXP.DE BRASIL-12.785, 11.281 ,CC 24.066 YS 1.504
ALEMANIA ,6.175,9.866,16.041,(-3.691)
JAPON - 4.270, 5.368 ,9.637, S-(-1.098)
PAISES BAJOS (HOLANDA) ,8.150 ,972 ,9.123 S (7.178 )
COREA, REPUBLICA DA (SUL) ,2.622 ,4.818, 7.441 ,(-2.196 )
ITALIA -3.016 ,3.664,6.680 S (-647 )
FRANCIA -2.905 , 3.615 ,6.521, S (-710)
REINO UNIDO , 3.723 ,2.408 , 6.131 S (1.315 )
NIGERIA , 1.066, 4.760 ,5.827 S (-3.694 )
INDIA- 3.415,2.,2191,5.606 , (1.224 )
MEXICO - 2.676 , 2.783, -5.459, S(-108 )
CHILE ,2.657 ,2.616,5.273 -S-41
ESPANHA ,2.637 ,1.955 ,4.592, S-682
BELGICA, 3.138,1.154.CC 4.292,S-1.984
RUSIA, FEDERACION ,2.869,1.412,,1.281,1.456
VENEZUELA, 3.610 ,582,CC-4.192, S-3.029
SUISA , 1.921 ,2.050 ,3.971,-130
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jueves, 29 de octubre de 2009
COMISION DEL SENADO BRASILERO APOYA ADHESION DE VENEZUELA AL MERCOSUR
Comissão do Senado aprova adesão da Venezuela ao Mercosul Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil
Brasília - Reunião da Comissão de Relações Exteriores Brasília - A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou hoje (29) por 12 votos a 5 a adesão da Venezuela ao Mercosul, depois de muita controvérsia e resistência por parte dos senadores da oposição, contrários ao ingresso do país vizinho no bloco. Com maioria, a base aliada do governo assegurou a aprovação do voto em separado do senador Romero Jucá (PMDB-RR).A expectativa, segundo Jucá, é que o protocolo de adesão dos venezuelanos seja levado ao plenário do Senado na próxima semana. Para a aprovação da proposta, basta ter maioria simples dos presentes no plenário, o que facilita a articulação por parte da base aliada.A votação do relatório de Jucá foi antecedida por discussão e rejeição do texto relatado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O tucano recomendou que a Venezuela não fosse aceita no Mercosul. A base aliada do governo ganhou reforço com a presença e voto do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) - que entrou no lugar do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que havia sinalizado ser contrário à aprovação da proposta.Para a oposição, a Venezuela não deveria ser integrada ao Mercosul porque Chávez teria imposto um regime antidemocrático no país. No entanto, os governistas defendem que a sociedade e o país não podem ser punidos em decorrência do perfil político de um governante que é transitório, uma vez que as eleições permitem a variação de autoridades no Poder.Segundo Jucá, a imprensa seria responsável por atribuir a Chávez um perfil que não corresponde à realidade. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o protocolo de adesão da Venezuela tramita no Congresso Nacional.O ingresso da Venezuela no Mercosul depende ainda de aprovação do Congresso Nacional do Paraguai. Os parlamentos do Uruguai e da Argentina já aprovaram a adesão dos venezuelanos no bloco. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o Brasil tem um superavit comercial com a Venezuela de US$ 5 bilhões ao ano. De acordo com ele, o comércio bilateral entre os dois páises envolve aproximadamente US$ 6 bilhões por ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará hoje no final da tarde na Venezuela. Lula e Chávez se reunirão, inicialmente, em Caracas e depois na cidade de El Tigre, na parte oeste venezuelana. Eles vão participar da primeira colheita de soja plantada com apoio de tecnologia brasileira.
Brasília - Reunião da Comissão de Relações Exteriores Brasília - A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou hoje (29) por 12 votos a 5 a adesão da Venezuela ao Mercosul, depois de muita controvérsia e resistência por parte dos senadores da oposição, contrários ao ingresso do país vizinho no bloco. Com maioria, a base aliada do governo assegurou a aprovação do voto em separado do senador Romero Jucá (PMDB-RR).A expectativa, segundo Jucá, é que o protocolo de adesão dos venezuelanos seja levado ao plenário do Senado na próxima semana. Para a aprovação da proposta, basta ter maioria simples dos presentes no plenário, o que facilita a articulação por parte da base aliada.A votação do relatório de Jucá foi antecedida por discussão e rejeição do texto relatado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O tucano recomendou que a Venezuela não fosse aceita no Mercosul. A base aliada do governo ganhou reforço com a presença e voto do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) - que entrou no lugar do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que havia sinalizado ser contrário à aprovação da proposta.Para a oposição, a Venezuela não deveria ser integrada ao Mercosul porque Chávez teria imposto um regime antidemocrático no país. No entanto, os governistas defendem que a sociedade e o país não podem ser punidos em decorrência do perfil político de um governante que é transitório, uma vez que as eleições permitem a variação de autoridades no Poder.Segundo Jucá, a imprensa seria responsável por atribuir a Chávez um perfil que não corresponde à realidade. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o protocolo de adesão da Venezuela tramita no Congresso Nacional.O ingresso da Venezuela no Mercosul depende ainda de aprovação do Congresso Nacional do Paraguai. Os parlamentos do Uruguai e da Argentina já aprovaram a adesão dos venezuelanos no bloco. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o Brasil tem um superavit comercial com a Venezuela de US$ 5 bilhões ao ano. De acordo com ele, o comércio bilateral entre os dois páises envolve aproximadamente US$ 6 bilhões por ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará hoje no final da tarde na Venezuela. Lula e Chávez se reunirão, inicialmente, em Caracas e depois na cidade de El Tigre, na parte oeste venezuelana. Eles vão participar da primeira colheita de soja plantada com apoio de tecnologia brasileira.
domingo, 25 de octubre de 2009
CERTIFICADOS DE PRODUCCION NACIONAL - PRESUPUESTO 2010
AVISO IMPORTANTE SOBRE PRESUPUESTO DE DIVISAS PARA EL 2010En fecha 20 de octubre de 2009 el Sistema Integral de Trámites del Ministerio del Poder Popular para Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias (SITRAM) informó vía correo electrónico a los usuarios de ese sistema, y en especial a las empresas que tramitan Certificados de No Producción Nacional (CNPN) o Certificados de Insuficiencia Transitoria de Producción (CITP), ante el Ministerio del Poder Popular para Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias (MPPCTII), que ese Ministerio se encuentra preparando el "Presupuesto de Divisas 2010", el cual tiene por objetivo articular las necesidades de las empresas importadoras con la disponibilidad de recursos administrados por la Comisión de Administración de Divisas (CADIVI). Para mayor información haga clic aquí.
jueves, 17 de septiembre de 2009
VENEZUELA HABITAÇÃO POPULAR
Venezuela vai inaugurar projeto de habitação popular desenvolvido por empreiteira brasileira
O governo venezuelano e a iniciativa privada brasileira estão prestes a lançar um programa habitacional que pretende abrigar 5.489 famílias em seis cidades da Venezuela.
Uma delas é Ciudad Bolívar, capital do estado de Bolívar, no leste do país, onde o primeiro dos seis Pólos Urbanos de Desenvolvimento Endógeno (imagens abaixo) deve ser inaugurado este mês durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Venezuela para a Cúpula América do Sul-África.
O projeto prevê casas com água encanada e eletricidade, escolas, facilidades esportivas, centros de saúde, transporte público integrado e oportunidades de emprego. A ideia é que os moradores tenham acesso aos serviços necessários e também trabalhem no local.
É a primeira vez que uma solução de moradia do gênero será oferecida para famílias de baixa renda na América Latina, segundo Luiz Carlos Nalin, diretor-executivo da Consilux, empresa de planejamento urbano brasileira que gerencia a concessão. “Um projeto dessa magnitude permite atender a todas as necessidades da população”.
Construindo “habitat”
O arquiteto acrescenta: “Não viemos fazer casinhas. Viemos construir habitat. A definição de habitat é de um espaço urbano ou rural que permite ao cidadão ter todas as condições de sobrevivência adequada”.
O projeto visa a reduzir o déficit habitacional na Venezuela, que gira em torno de dois milhões de moradias. Mas também pretende ser auto-sustentável, gerando oportunidades de emprego para 1,5 pessoas por casa e provendo “centros de produção” para pequenas companhias, cooperativas, workshops e mercados, diz Nalin.
“O intuito do pólo endógeno é desenvolver a comunidade de forma plena”, explica José Gregório Alvarado, vice-ministro de Planificação e Infraestrutura venezuelano. “Não é somente para que a pessoa tenha uma casa digna, é para que tenha a capacitação através de trabalho produtivo”.
Os centros de moradia também terão espaços verdes, ciclovias, centros esportivos e facilidades para a reciclagem do lixo. A Consilux estima que cada casa custe em média 137 mil bolívares (64 mil dólares no câmbio oficial). Compradores poderão pagar em prestações, segundo Alvarado. “Chegará o dia em que as pessoas terão de pagar, claro, mas a um custo logicamente muito mais econômico do que custaria uma casa feita por uma empresa privada”.
Atrasos
Cinco dos seis centros habitacionais, em Maturin, Acarigua, Anaco, Barinas e Barquisimeto, que seriam inaugurados este ano, estão atrasados devido à falta de repasse de verba por parte do governo. Isso ocorreu por causa da queda nos preços de petróleo no começo do ano, segundo Luiz Carlos Nalin. O diretor, no entanto, se diz confiante na rápida solução do problema para que o projeto seja finalizado em 2010.
O ministro Alvarado reconheceu que houve dificuldades financeiras este ano, mas disse que o governo está próximo de resolvê-las.
Google Maps
O governo venezuelano e a iniciativa privada brasileira estão prestes a lançar um programa habitacional que pretende abrigar 5.489 famílias em seis cidades da Venezuela.
Uma delas é Ciudad Bolívar, capital do estado de Bolívar, no leste do país, onde o primeiro dos seis Pólos Urbanos de Desenvolvimento Endógeno (imagens abaixo) deve ser inaugurado este mês durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Venezuela para a Cúpula América do Sul-África.
O projeto prevê casas com água encanada e eletricidade, escolas, facilidades esportivas, centros de saúde, transporte público integrado e oportunidades de emprego. A ideia é que os moradores tenham acesso aos serviços necessários e também trabalhem no local.
É a primeira vez que uma solução de moradia do gênero será oferecida para famílias de baixa renda na América Latina, segundo Luiz Carlos Nalin, diretor-executivo da Consilux, empresa de planejamento urbano brasileira que gerencia a concessão. “Um projeto dessa magnitude permite atender a todas as necessidades da população”.
Construindo “habitat”
O arquiteto acrescenta: “Não viemos fazer casinhas. Viemos construir habitat. A definição de habitat é de um espaço urbano ou rural que permite ao cidadão ter todas as condições de sobrevivência adequada”.
O projeto visa a reduzir o déficit habitacional na Venezuela, que gira em torno de dois milhões de moradias. Mas também pretende ser auto-sustentável, gerando oportunidades de emprego para 1,5 pessoas por casa e provendo “centros de produção” para pequenas companhias, cooperativas, workshops e mercados, diz Nalin.
“O intuito do pólo endógeno é desenvolver a comunidade de forma plena”, explica José Gregório Alvarado, vice-ministro de Planificação e Infraestrutura venezuelano. “Não é somente para que a pessoa tenha uma casa digna, é para que tenha a capacitação através de trabalho produtivo”.
Os centros de moradia também terão espaços verdes, ciclovias, centros esportivos e facilidades para a reciclagem do lixo. A Consilux estima que cada casa custe em média 137 mil bolívares (64 mil dólares no câmbio oficial). Compradores poderão pagar em prestações, segundo Alvarado. “Chegará o dia em que as pessoas terão de pagar, claro, mas a um custo logicamente muito mais econômico do que custaria uma casa feita por uma empresa privada”.
Atrasos
Cinco dos seis centros habitacionais, em Maturin, Acarigua, Anaco, Barinas e Barquisimeto, que seriam inaugurados este ano, estão atrasados devido à falta de repasse de verba por parte do governo. Isso ocorreu por causa da queda nos preços de petróleo no começo do ano, segundo Luiz Carlos Nalin. O diretor, no entanto, se diz confiante na rápida solução do problema para que o projeto seja finalizado em 2010.
O ministro Alvarado reconheceu que houve dificuldades financeiras este ano, mas disse que o governo está próximo de resolvê-las.
Google Maps
ACUERDOS VENEZUELA BRASIL 20 DE AGOSTO 2009
Venezuela y Brasil suscribieron ocho acuerdos para fortalecer el comercio y la industria
Caracas, 20 de agosto de 2009 (Prensa MPPRE ).- Con el propósito de elevar aun más el nivel de las relaciones entre ambos países, Venezuela y Brasil suscribieron un conjunto de ocho instrumentos legales en los ámbitos comercial, científico, tecnológico e industrial.
La ceremonia tuvo lugar en el Salón Ayacucho del Palacio de Miraflores, y fue presidida por el Jefe de Estado Venezolano, Hugo Chávez Frías, acompañado por los ministros de Relaciones Exteriores, Nicolás Maduro Moros; de Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias (MPPCTII), Jesse Chacón; de Comercio, Eduardo Samán y el presidente de la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la República Bolivariana de Venezuela, Hipólito Izquierdo, entre otros.
La firma de acuerdos se produjo con motivo de la visita de trabajo del ministro de Desarrollo, Industria y Comercio Exterior de la República Federativa de Brasil, Miguel Jorge, quien encabezó una amplia delegación que incluyó a la jefa de la Unidad de Asesoría Internacional, Marcela Carvalho y el Asesor Técnico de Secretaría de Tecnología Industrial, Rafael Moreira.
La concreción de estos instrumentos legales permitirá la creación conjunta de siete fábricas socialistas, de las cuales algunas se dedicarán a la producción de envases de vidrio, válvulas, material PVC, equipos para procesar alimentos, tarjetas de circuitos impresos y equipos para refrigeración industrial.
Una vez suscritos los acuerdos y cartas de entendimiento Chávez exhortó a ambos equipos a no perder tiempo y comenzar a trabajar para materializar el fruto de estos convenios.
Asimismo, propuso la creación de un Fondo Especial Binacional, mecanismo con el cual se financiará a los empresarios que participen e inviertan en áreas estratégicas como la automotriz, materiales de construcción, petroquímica, equipos petroleros, metalmecánica, electrónico, textil y material de defensa, entre otros.
El Presidente Chávez aseguró que para la próxima reunión de las comisiones de ambos países que se realizará en el mes de noviembre, aspira repasar un plan de trabajo para los próximos cuatro años.
Amplia representación brasileña
La delegación brasileña esta conformada por 110 representantes gubernamentales, empresarios y líderes de sectores comerciales de Brasil quienes participaron en Encuentro Empresarial Brasil-Venezuela, el cual reunió a 74 empresas brasileñas y 250 venezolanas en 7 mesas de trabajo.
La visita del diplomático brasilero, Miguel Jorge a la capital venezolana tuvo como fin promover el aumento del comercio y de las inversiones brasileñas y explorar la posibilidad de cooperación entre los sectores productivos de ambas naciones
Los acuerdos suscritos son los siguientes:
1.- Memorandun de entendimiento entre el ministerio del Poder Popular para el Comercio de la República Bolivariana de Venezuela y el ministerio de la República Federativa del Brasil.
2.- Acta del Comisión de Coordinación conformado por la Agencia Brasileña de Desarrollo Industrial (ABDI) , el ministerio del Poder Popular para la Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias (MPPCTII) y el ministerio de Poder Popular para Relaciones Exteriores (MPPRE).
3 .- Plan Operacional para la implementación del Programa de trabajo entre el Ministerio del Poder Popular para Ciencia y Tecnología e Industrias Básicas e Intermedias y la Agencia Brasileña de Desarrollo Industrial, para la cooperación científica, tecnológica e industrial.
4.- Carta de intención entre el Ministerio del Poder Popular para Ciencia y Tecnología e Industrias Básicas e Intermedia y la Agencia Brasileña de Desarrollo Industrial (ABDI) de la República Federativo de Brasil.
5.- Carta de intención entre la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la republica bolivariana. De Venezuela y la empresa Clamper Industria de Comercio de la República Federativa del Brasil para suministro de materiales eléctricos.
6.- Carta de intención entre la Corporation Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la Republica Bolivariana de Venezuela y la empresa Sotreq Caterpillar de la República Federativa de Brasil para ingeniería procura y construcción de proyectos de generación distribuida.
7.- Carta de intención entre la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la República Bolivariana de Venezuela y la empresa Weg Equipamientos Electronicos, SA de la República Federativa de Brasil para la ingeniería procura y construcción de proyectos de generación distribuida.
8.-Carta de intención entre la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la República Bolivariana de Venezuela y la empresa Treetech Sistemas Digitais LTDA de la República Federativa de Brasil para la ingeniería para evaluar el uso de sistemas integrales de gestión y monitoreo en línea de transformadores de potencia.
Caracas, 20 de agosto de 2009 (Prensa MPPRE ).- Con el propósito de elevar aun más el nivel de las relaciones entre ambos países, Venezuela y Brasil suscribieron un conjunto de ocho instrumentos legales en los ámbitos comercial, científico, tecnológico e industrial.
La ceremonia tuvo lugar en el Salón Ayacucho del Palacio de Miraflores, y fue presidida por el Jefe de Estado Venezolano, Hugo Chávez Frías, acompañado por los ministros de Relaciones Exteriores, Nicolás Maduro Moros; de Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias (MPPCTII), Jesse Chacón; de Comercio, Eduardo Samán y el presidente de la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la República Bolivariana de Venezuela, Hipólito Izquierdo, entre otros.
La firma de acuerdos se produjo con motivo de la visita de trabajo del ministro de Desarrollo, Industria y Comercio Exterior de la República Federativa de Brasil, Miguel Jorge, quien encabezó una amplia delegación que incluyó a la jefa de la Unidad de Asesoría Internacional, Marcela Carvalho y el Asesor Técnico de Secretaría de Tecnología Industrial, Rafael Moreira.
La concreción de estos instrumentos legales permitirá la creación conjunta de siete fábricas socialistas, de las cuales algunas se dedicarán a la producción de envases de vidrio, válvulas, material PVC, equipos para procesar alimentos, tarjetas de circuitos impresos y equipos para refrigeración industrial.
Una vez suscritos los acuerdos y cartas de entendimiento Chávez exhortó a ambos equipos a no perder tiempo y comenzar a trabajar para materializar el fruto de estos convenios.
Asimismo, propuso la creación de un Fondo Especial Binacional, mecanismo con el cual se financiará a los empresarios que participen e inviertan en áreas estratégicas como la automotriz, materiales de construcción, petroquímica, equipos petroleros, metalmecánica, electrónico, textil y material de defensa, entre otros.
El Presidente Chávez aseguró que para la próxima reunión de las comisiones de ambos países que se realizará en el mes de noviembre, aspira repasar un plan de trabajo para los próximos cuatro años.
Amplia representación brasileña
La delegación brasileña esta conformada por 110 representantes gubernamentales, empresarios y líderes de sectores comerciales de Brasil quienes participaron en Encuentro Empresarial Brasil-Venezuela, el cual reunió a 74 empresas brasileñas y 250 venezolanas en 7 mesas de trabajo.
La visita del diplomático brasilero, Miguel Jorge a la capital venezolana tuvo como fin promover el aumento del comercio y de las inversiones brasileñas y explorar la posibilidad de cooperación entre los sectores productivos de ambas naciones
Los acuerdos suscritos son los siguientes:
1.- Memorandun de entendimiento entre el ministerio del Poder Popular para el Comercio de la República Bolivariana de Venezuela y el ministerio de la República Federativa del Brasil.
2.- Acta del Comisión de Coordinación conformado por la Agencia Brasileña de Desarrollo Industrial (ABDI) , el ministerio del Poder Popular para la Ciencia, Tecnología e Industrias Intermedias (MPPCTII) y el ministerio de Poder Popular para Relaciones Exteriores (MPPRE).
3 .- Plan Operacional para la implementación del Programa de trabajo entre el Ministerio del Poder Popular para Ciencia y Tecnología e Industrias Básicas e Intermedias y la Agencia Brasileña de Desarrollo Industrial, para la cooperación científica, tecnológica e industrial.
4.- Carta de intención entre el Ministerio del Poder Popular para Ciencia y Tecnología e Industrias Básicas e Intermedia y la Agencia Brasileña de Desarrollo Industrial (ABDI) de la República Federativo de Brasil.
5.- Carta de intención entre la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la republica bolivariana. De Venezuela y la empresa Clamper Industria de Comercio de la República Federativa del Brasil para suministro de materiales eléctricos.
6.- Carta de intención entre la Corporation Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la Republica Bolivariana de Venezuela y la empresa Sotreq Caterpillar de la República Federativa de Brasil para ingeniería procura y construcción de proyectos de generación distribuida.
7.- Carta de intención entre la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la República Bolivariana de Venezuela y la empresa Weg Equipamientos Electronicos, SA de la República Federativa de Brasil para la ingeniería procura y construcción de proyectos de generación distribuida.
8.-Carta de intención entre la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec) de la República Bolivariana de Venezuela y la empresa Treetech Sistemas Digitais LTDA de la República Federativa de Brasil para la ingeniería para evaluar el uso de sistemas integrales de gestión y monitoreo en línea de transformadores de potencia.
EMPRESAS BRASILEIRAS NA VENEZUELA
17/09/2009 Charlie Devereux Caracas-->
Empresas brasileiras atuam na Venezuela aproveitando boa relação diplomática
Aproveitando a boa relação diplomática entre Brasília e Caracas, companhias brasileiras devem trabalhar na Venezuela pelos próximos cinco anos com contratos valendo 14 bilhões de dólares. Só na área de engenharia, as empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Guttierrez vão desenvolver projeto de infra-estrutura estimados entre 4 e 5 bilhões de dólares. A Odebrecht, maior companhia brasileira operando na Venezuela, tem atualmente negócios de 3,5 bilhões de dólares, incluindo o contrato para ampliar o metrô de Caracas com duas novas linhas e a construção do Metrocable, um bonde que irá transportar até 15 mil habitantes por dia do bairro de San Agustin ao centro da capital venezuelana. A companhia também trabalha na terceira ponte sobre o rio Orinoco, de 1,25 bilhão de dólares, construção com dois andares que irá unir os estados de Guarico e Bolívar e deve ser finalizada em 2011. Em junho, a Camargo Corrêa assinou um contrato de 476 milhões de dólares com o Ministério do Ambiente para desenvolver um projeto no estado de Miranda. A iniciativa inclui a construção de uma rede para transferência de água, uma represa e estações de bombeamento com capacidade para até 20 mil litros por segundo para servir a área metropolitana de Caracas. A Andrade Gutierrez assinou um contrato no ano passado com a companhia de petróleo estatal PDVSA para construir um estaleiro que abrigue os 42 navios petroleiros que a empresa planeja comprar até 2012. Já a divisão petroquímica da Petrobras, a Brasken, assinou um memorando com a companhia estatal venezuelana Pequiven em 2007 para construir um refinador de etano de 2,5 bilhões que produza 1,3 milhão de toneladas de etileno e 1,1 milhão de toneladas de polietileno. Um segundo projeto envolve a construção de uma planta de polipropileno ao custo de 370 milhões. Em maio deste ano, as duas petroquímicas firmaram uma joint venture para construir uma planta na Bahia, a um custo estimado em um bilhão de dólares. Relações estáveis “Os presidentes Lula e Chávez se encontram a cada três meses e o envolvimento de Brasília provê segurança quanto às políticas frequentemente voláteis da Venezuela, que já expropriou investimentos de companhias internacionais como a Cemex e a Exxon”, avalia Fernando Portela, diretor-executivo da Câmara de Comércio e Indústria Venezuelano-Brasileira. De acordo com ele, no passado o Brasil trabalhou com governos politicamente turbulentos, como Irã e Síria, experiências que ajudaram a suavizar o caminho das empresas brasileiras na Venezuela. “Hoje em dia a situação do Brasil está melhor do que nunca em relação à Venezuela, porque as relações estão boas no plano presidencial, têm sido confortáveis entre os dois países”, afirma Portela. “As empresas brasileiras sempre entram com o apoio do governo e de certa forma, na parte da engenharia financeira, não correm risco com seu próprio capital”. Comércio No comércio, as trocas bilaterais alcançaram 5,59 bilhões no ano passado, apesar de as exportações brasileiras superarem as venezuelanas em proporção maior do que 6 para 1, um desequilíbrio que, segundo Portela, precisaria ser corrigido se os dois países pretendem manter relações amigáveis. “Esta equação não pode continuar por mais que dois ou três anos, ou então esse matrimônio não vai funcionar por muito tempo. Não é possível manter uma relação viva e permanente, seja com Chávez ou sem Chávez, em uma relação assimétrica”, conclui. Portela acha que a Venezuela teria potencial de se posicionar no mercado do norte do Brasil com petroquímicos e derivados de petróleo que permitiriam chegar mais perto de um equilíbrio nas relações comerciais com o Brasil.
Empresas brasileiras atuam na Venezuela aproveitando boa relação diplomática
Aproveitando a boa relação diplomática entre Brasília e Caracas, companhias brasileiras devem trabalhar na Venezuela pelos próximos cinco anos com contratos valendo 14 bilhões de dólares. Só na área de engenharia, as empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Guttierrez vão desenvolver projeto de infra-estrutura estimados entre 4 e 5 bilhões de dólares. A Odebrecht, maior companhia brasileira operando na Venezuela, tem atualmente negócios de 3,5 bilhões de dólares, incluindo o contrato para ampliar o metrô de Caracas com duas novas linhas e a construção do Metrocable, um bonde que irá transportar até 15 mil habitantes por dia do bairro de San Agustin ao centro da capital venezuelana. A companhia também trabalha na terceira ponte sobre o rio Orinoco, de 1,25 bilhão de dólares, construção com dois andares que irá unir os estados de Guarico e Bolívar e deve ser finalizada em 2011. Em junho, a Camargo Corrêa assinou um contrato de 476 milhões de dólares com o Ministério do Ambiente para desenvolver um projeto no estado de Miranda. A iniciativa inclui a construção de uma rede para transferência de água, uma represa e estações de bombeamento com capacidade para até 20 mil litros por segundo para servir a área metropolitana de Caracas. A Andrade Gutierrez assinou um contrato no ano passado com a companhia de petróleo estatal PDVSA para construir um estaleiro que abrigue os 42 navios petroleiros que a empresa planeja comprar até 2012. Já a divisão petroquímica da Petrobras, a Brasken, assinou um memorando com a companhia estatal venezuelana Pequiven em 2007 para construir um refinador de etano de 2,5 bilhões que produza 1,3 milhão de toneladas de etileno e 1,1 milhão de toneladas de polietileno. Um segundo projeto envolve a construção de uma planta de polipropileno ao custo de 370 milhões. Em maio deste ano, as duas petroquímicas firmaram uma joint venture para construir uma planta na Bahia, a um custo estimado em um bilhão de dólares. Relações estáveis “Os presidentes Lula e Chávez se encontram a cada três meses e o envolvimento de Brasília provê segurança quanto às políticas frequentemente voláteis da Venezuela, que já expropriou investimentos de companhias internacionais como a Cemex e a Exxon”, avalia Fernando Portela, diretor-executivo da Câmara de Comércio e Indústria Venezuelano-Brasileira. De acordo com ele, no passado o Brasil trabalhou com governos politicamente turbulentos, como Irã e Síria, experiências que ajudaram a suavizar o caminho das empresas brasileiras na Venezuela. “Hoje em dia a situação do Brasil está melhor do que nunca em relação à Venezuela, porque as relações estão boas no plano presidencial, têm sido confortáveis entre os dois países”, afirma Portela. “As empresas brasileiras sempre entram com o apoio do governo e de certa forma, na parte da engenharia financeira, não correm risco com seu próprio capital”. Comércio No comércio, as trocas bilaterais alcançaram 5,59 bilhões no ano passado, apesar de as exportações brasileiras superarem as venezuelanas em proporção maior do que 6 para 1, um desequilíbrio que, segundo Portela, precisaria ser corrigido se os dois países pretendem manter relações amigáveis. “Esta equação não pode continuar por mais que dois ou três anos, ou então esse matrimônio não vai funcionar por muito tempo. Não é possível manter uma relação viva e permanente, seja com Chávez ou sem Chávez, em uma relação assimétrica”, conclui. Portela acha que a Venezuela teria potencial de se posicionar no mercado do norte do Brasil com petroquímicos e derivados de petróleo que permitiriam chegar mais perto de um equilíbrio nas relações comerciais com o Brasil.
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