Empresários brasileiros esperam ampliar negócios com a reeleição de Chávez
Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil
Atualizado em 8 de outubro, 2012 - 16:57 (Brasília) 19:57 GMT
Facebook Twitter CompartilheEnviar a página Versão para impressão .Reeleição provoca cenas de celebração e lágrimas nas ruas de Caracas
Presidente Hugo Chávez foi reeleito para mais seis anos de governo na Venezuela.
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A terceira reeleição do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi comemorada não somente pelos simpatizantes do chavismo. Empresários brasileiros, que observavam com expectativa o pleito, veem a continuidade no poder como a garantia de expansão do comércio com a América do Sul.
Chávez foi reeleito com 54% dos votos, contra 44% de seu rival Henrique Capriles.
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Tópicos relacionadosVenezuela, Brasil, América Latina, Economia"Empresários brasileiros tanto no Brasil como aqui estão comemorando hoje", afirma à BBC Brasil Fernando Portela, diretor-executivo da Câmara de Comércio e Indústria Venezuelana-Brasileira (Cavenbra).
A Cavenbra e representantes das grandes empreiteiras brasileiras na Venezuela viam com preocupação a possibilidade da eleição de Capriles. No campo regional, o opositor havia prometido rever a entrada da Venezuela ao Mercosul e pretendia voltar ao bloco da CAN (Comunidade Andina de Nações).
Na política doméstica, a estreita relação de Capriles com empresários venezuelanos era vista como uma ameaça pelo setor empresarial brasileiro, já que, em um eventual governo opositor, o setor voltaria a se fortalecer, podendo afetar a participação internacional nas áreas de construção, agropecuária e manufaturados.
Segurança jurídicaA aposta dos investidores é que, com a entrada da Venezuela no Mercosul, haverá mais segurança jurídica nas negociações. Ao mesmo tempo, há expectativa de "contenção" da entrada de produtos chineses na América do Sul via Venezuela. "A China é a pedra no caminho do Brasil", diz Portela.
Associação diz que Chávez cobrará do Brasil 'maior participação em projetos de infraestrutura'
A China se tornou o segundo sócio comercial da Venezuela, seguida pelo Brasil. A penetração chinesa no mercado venezuelano se deve fundamentalmente à decisão de Chávez de reduzir a dependência de sua economia do mercado americano. Desde então a exportações de petróleo venezuelano subiram ao mesmo ritmo em que o mercado venezuelano passou a ser inundado por produtos chineses.
Outro vínculo comercial determinante é o fundo de financiamento chinês estimado em US$ 32 bilhões. "Com o suporte financeiro, a China pode expandir seus negócios aqui e isso faz com que o Brasil perca terreno neste aspecto", afirma Portela.
Para a Cavenbra, para frear a expansão chinesa o Brasil deverá ampliar a fonte de financiamento via BNDES para fortalecer sua participação no mercado venezuelano. "Chávez deverá cobrar do Brasil uma maior participação financeira nos projetos de infraestrutura. A Venezuela está sem dinheiro. As reservas internacionais em dinheiro estão baixas", disse Portela.
Estima-se que somente 30% das reservas internacionais venezuelanas estejam disponíveis para compras e investimentos. O restante estaria reservado em barras de ouro.
Substituir chineses por sul-americanosA Cavenbra espera que, com a lógica da preferência aduaneira aos países do Mercosul, a Venezuela possa substituir a importação de manufaturados, eletrodomésticos e autopeças chinesas por produtos sul-americanos.
Para o economista Victor Álvarez, ex-ministro de Indústrias Básicas e Mineração da Venezuela e investigador do Centro Internacional Miranda, as mudanças econômicas previstas para os próximos seis anos de mandato de Chávez exigem correções na relação comercial assimétrica no comércio com o Brasil.
Economista diz que Venezuela tentará corrigir assimetrias no comércio com o Brasil
Álvarez opina que o Brasil deve substituir a relação de integração comercial – baseada exclusivamente nas exportações - por uma fase de integração econômica e produtiva, que requer transferência tecnológica, assistência técnica e capacitação para os venezuelanos. "Os negócios devem entrar numa fase que vá além do comercial e evoluir à uma etapa de investimento produtivo", diz.
Do contrário, diz Álvarez, se a relação comercial se mantiver tal como está, o consumidor venezuelano deve ter "autonomia" para optar por produtos mais baratos, de boa ou média qualidade , independentemente do provedor.
"Se o Brasil quer ter tratamento preferencial deve contribuir com o desenvolvimento do modelo produtivo nacional", afirma o economista.
O comércio bilateral entre Brasil e Venezuela saltou de US$ 2,4 bilhões em 2005 para uma previsão de pouco mais de US$ 6 bilhões neste ano. O superávit brasileiro é de quase US$ 5 bilhões.
Em discurso logo após a vitória, Chávez disse que seu novo governo se pautará pela "eficiência". A mensagem foi interpretada como um bom sinal por parte dos investidores brasileiros que se preparam para mais cobranças, em especial no setor de construção, um dos principais em disputa.
Cinco grandes empreiteiras brasileiras, encabeçadas por Odebrecht e Camargo Correa, foram beneficiadas por uma ofensiva diplomática brasileira iniciada em 2005. Neste período, consolidou-se o estabelecimento dessas empresas para a execução de obras de construção de infraestrutura e moradia na Venezuela.
lunes, 8 de octubre de 2012
NUEVA CLASE MEDIA DE BRASIL CORRESPONDE A 53%
Nova classe média corresponde a 53% da população
São mais de 100 milhões de brasileiros. Um aumento de 37% apenas na última década
Moreira Franco, ministro chefe da SAE, durante a cerimônia de lançamento da plataforma
Foi lançada nesta quinta, 20, a plataforma Vozes da classe média, que buscará identificar, por meio de pesquisas, quais as especificidades da nova classe média brasileira, inclusive questões relativas ao seu comportamento, mecanismos que levaram à ascensão dessa população a esse estrato e o que ela necessita para continuar no processo de elevação à classe alta, com o intuito de formulação de novas políticas públicas.
Participaram do evento o ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, o subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga Andrade, o representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, e o diretor da Caixa Econômica Federal, José Henrique da Cruz.
No discurso de abertura, Moreira Franco destacou a importância da pesquisa que será realizada com 10 mil pessoas que compõem a nova classe média, na qual serão utilizados dados do IBGE, Ipea, PNUD, Banco Central e CNI. “O objeto dessa pesquisa é um fato histórico, pois temos a possibilidade de viver uma experiência profunda, que mudará a vida da sociedade brasileira”, ressaltou o ministro. Ele ainda observou que se a classe média brasileira fosse um país, estaria entre os oito com maior capacidade de consumo, algo em torno de R$ 1 trilhão de reais anuais.
Cerca de 20% da classe baixa migraram para a classe média na última década – em torno de 40 milhões de pessoas –, o que demanda uma nova plataforma de políticas públicas que atendam e compreendam essa nova conjuntura nacional. Atualmente, a classe média correspondem a cerca de 53% da população. Como grande desafio para o poder público, Paes de Barros ponderou que “há a necessidade de modificações das políticas públicas brasileiras numa velocidade que atenda à velocidade das transformações sociais em curso”.
Políticas públicas
Dando prosseguimento ao evento, os pesquisadores Diana Grosner, da SAE, e Renato Meirelles, do Instituto Data Popular (IDP), apresentaram alguns dados que possibilitam compreender como houve a ascensão tão numerosa à classe média em apenas uma década.
Segundo Grosner, a educação é o principal fator causador da migração para a classe média à medida que também é a maior discrepância entre a classe alta e a classe média. “Enquanto a classe média estuda cerca de 8 anos, esse tempo é de 12 anos para a classe alta. A educação parece ser um fator decisivo para explicar a diferença entre as classes”, concluiu. A renda per capita da classe alta é cerca de quatro vezes maior que da classe média, demonstrando que apesar dessa rápida ascensão, a classe média ainda está muito distante economicamente e educacionalmente da classe alta.
Percepção de melhora da qualidade de vida no Brasil, ampliação do consumo, otimismo, protagonismo e cidadania foram as quatro dimensões analisadas por Renato Meireles para compreender a nova dinâmica da classe média. O pesquisador destacou que “as políticas públicas para a classe média não têm mais a ver com assistencialismo, mas com política econômica”. Por fim, afirmou que o grande desafio das políticas públicas é ouvir efetivamente o cidadão que quer ser protagonista dessas políticas.
São mais de 100 milhões de brasileiros. Um aumento de 37% apenas na última década
Moreira Franco, ministro chefe da SAE, durante a cerimônia de lançamento da plataforma
Foi lançada nesta quinta, 20, a plataforma Vozes da classe média, que buscará identificar, por meio de pesquisas, quais as especificidades da nova classe média brasileira, inclusive questões relativas ao seu comportamento, mecanismos que levaram à ascensão dessa população a esse estrato e o que ela necessita para continuar no processo de elevação à classe alta, com o intuito de formulação de novas políticas públicas.
Participaram do evento o ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, o subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga Andrade, o representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, e o diretor da Caixa Econômica Federal, José Henrique da Cruz.
No discurso de abertura, Moreira Franco destacou a importância da pesquisa que será realizada com 10 mil pessoas que compõem a nova classe média, na qual serão utilizados dados do IBGE, Ipea, PNUD, Banco Central e CNI. “O objeto dessa pesquisa é um fato histórico, pois temos a possibilidade de viver uma experiência profunda, que mudará a vida da sociedade brasileira”, ressaltou o ministro. Ele ainda observou que se a classe média brasileira fosse um país, estaria entre os oito com maior capacidade de consumo, algo em torno de R$ 1 trilhão de reais anuais.
Cerca de 20% da classe baixa migraram para a classe média na última década – em torno de 40 milhões de pessoas –, o que demanda uma nova plataforma de políticas públicas que atendam e compreendam essa nova conjuntura nacional. Atualmente, a classe média correspondem a cerca de 53% da população. Como grande desafio para o poder público, Paes de Barros ponderou que “há a necessidade de modificações das políticas públicas brasileiras numa velocidade que atenda à velocidade das transformações sociais em curso”.
Políticas públicas
Dando prosseguimento ao evento, os pesquisadores Diana Grosner, da SAE, e Renato Meirelles, do Instituto Data Popular (IDP), apresentaram alguns dados que possibilitam compreender como houve a ascensão tão numerosa à classe média em apenas uma década.
Segundo Grosner, a educação é o principal fator causador da migração para a classe média à medida que também é a maior discrepância entre a classe alta e a classe média. “Enquanto a classe média estuda cerca de 8 anos, esse tempo é de 12 anos para a classe alta. A educação parece ser um fator decisivo para explicar a diferença entre as classes”, concluiu. A renda per capita da classe alta é cerca de quatro vezes maior que da classe média, demonstrando que apesar dessa rápida ascensão, a classe média ainda está muito distante economicamente e educacionalmente da classe alta.
Percepção de melhora da qualidade de vida no Brasil, ampliação do consumo, otimismo, protagonismo e cidadania foram as quatro dimensões analisadas por Renato Meireles para compreender a nova dinâmica da classe média. O pesquisador destacou que “as políticas públicas para a classe média não têm mais a ver com assistencialismo, mas com política econômica”. Por fim, afirmou que o grande desafio das políticas públicas é ouvir efetivamente o cidadão que quer ser protagonista dessas políticas.
viernes, 5 de octubre de 2012
VUELOS DE TAM VENEZUELA -BRASIL
Caracas – SAO vuelo JJ8051 sale de CCS 20:35 y llega al día siguiente a las 04:35 am, conecta para ir a RIO con el vuelo JJ8085, sale de GRU 07:20 llega a GIG 08:25 Equipo Airbus A320 El vuelo de SAO – Caracas JJ8050 sale de GRU a las 14:25 y llega CCS 18:55, en ese mismo avión se sale de RIO (vuelo JJ8050) a las 12:29 y llegan GRU 13:30, en este caso los pasajeros no bajan del avión. Equipo Airbus A320 Desde Sao Paulo a: Hacia Sao Paolo desde: Curitiba: JJ3333 equipo: A320 sale:0855 llega:0955 JJ3554 equipo: A320 sale:0905 llega:1010 Belo Horizonte: JJ8101 equipo: A320 sale:0840 llega:0952 JJ8018 equipo: A320 sale:1152 llega:1325 Porto Alegre: JJ3501 equipo: A321 sale:0750 llega:0933 JJ3288 equipo: A320 sale:1142 llega:1315 Recife: JJ3524 equipo: A320 sale:0710 llega:1008 JJ3383 equipo: A320 sale:0843 llega:1210 Salvador: JJ3486 equipo: A321 sale:0650 llega:0905 JJ3487 equipo: A320 sale:0940 llega:1205 Asunción: PZ713 equipo: A320 sale:0830 llega:1030 JJ716 equipo: A320 sale:0515 llega:0710 Montevideo: JJ8046 equipo: A320 sale:0925 llega:1200 JJ8045 equipo: A320 sale:0600 llega:0830 Buenos Aires: PZ704 equipo: A320 sale:0610 llega:0900 JJ8009 equipo: A320 sale:0910 lleg xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Edgar Rodríguez - Ejecutivo de Cuentas CCS - VE
TAM Linhas Aéreas S/A
Fone (teléfono): Fijo: +58 (212) 957 3606 / Cel: +58 412 2782607
Av. Venezuela Torre Asociación Bancaria de Venezuela, piso 2 ofc. 23 Urb. El Rosal Caracas - DC- Venezuelaa:1150 JJ8000 equipo: A320 sale:0835 llega:1125
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viernes, 28 de septiembre de 2012
LAS EXPORTACIONES BRASILEÑAS DE PRODUCTOS DE AGRONEGOCIOS CRECIO CASI 5 VEZES EN 11 AÑOS
Exportação do agronegócio cresce, mas fica concentrada, diz ministério
As exportações do agronegócio brasileiro cresceram quase cinco vezes nos últimos 11 anos, mas ficaram mais dependentes de uma gama menor de produtos e de destinos, avalia o Ministério de Agricultura.
As vendas externas do setor subiram de US$ 20,6 bilhões em 2011 para US$ 96 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em agosto, segundo Célio Brovino Porto, secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
Apesar do avanço, diz, não houve diversificação dos produtos vendidos. Ao contrário, os quatro mais importantes grupos (soja, carnes, açúcar e álcool e produtos florestais) correspondiam a 61% das exportações em 2001, percentual que neste ano passou para 70%.
"Nesse ponto, podemos dizer que temos uma fragilidade, apesar de desenvolvermos no país a agricultura tropical com maior tecnologia no mundo."
O país também ficou mais dependente da China, diz, mercado que consome basicamente um único produto brasileiro: a soja. Em 2001, apenas 4% das exportações do agronegócio. Neste ano, o percentual já chega a 21%. Ao mesmo tempo, União Europeia, que ainda é o maior mercado, perde espaço --o peso era de 39% e passou para 24%.
Segundo Porto, outros países em desenvolvimento entraram na lista de destinos de produtos brasileiros, como os do Oriente Médio.
As exportações do agronegócio brasileiro cresceram quase cinco vezes nos últimos 11 anos, mas ficaram mais dependentes de uma gama menor de produtos e de destinos, avalia o Ministério de Agricultura.
As vendas externas do setor subiram de US$ 20,6 bilhões em 2011 para US$ 96 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em agosto, segundo Célio Brovino Porto, secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
Apesar do avanço, diz, não houve diversificação dos produtos vendidos. Ao contrário, os quatro mais importantes grupos (soja, carnes, açúcar e álcool e produtos florestais) correspondiam a 61% das exportações em 2001, percentual que neste ano passou para 70%.
"Nesse ponto, podemos dizer que temos uma fragilidade, apesar de desenvolvermos no país a agricultura tropical com maior tecnologia no mundo."
O país também ficou mais dependente da China, diz, mercado que consome basicamente um único produto brasileiro: a soja. Em 2001, apenas 4% das exportações do agronegócio. Neste ano, o percentual já chega a 21%. Ao mesmo tempo, União Europeia, que ainda é o maior mercado, perde espaço --o peso era de 39% e passou para 24%.
Segundo Porto, outros países em desenvolvimento entraram na lista de destinos de produtos brasileiros, como os do Oriente Médio.
BUROCRACIA NO BRASIL - EXPERIENCIA DE UN ING: PORTUGUES
Há 11 meses morando no Brasil, o português Luís Gomes, 30, ficou impressionado com a burocracia em atividades quase corriqueiras no país. "Abrir uma conta bancária, alugar uma casa, tudo no Brasil é muito difícil! Não entendo o sentido de certas exigências e há impostos para tudo", diz o estrangeiro.
Cresce presença de engenheiro português no país
Portugal oferece visto em troca de investimento
Encontrar um trabalho foi a parte fácil. Engenheiro civil, especialista em obras estruturais como para contenção de encostas, Gomes encontrou emprego em dois meses no Brasil. Tem visto de trabalho, carteira assinada, tudo certo. Mas não pode assinar pelos seus trabalhos. Seu diploma não é reconhecido no Brasil.
Apesar de seis anos e meio de formado em uma das melhores escolas de engenharia da Europa, o Instituto Superior Técnico, e chefiando obras nos Estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais, Gomes tem que pedir a chefes e parceiros brasileiros para assinar os trabalhos.
O engenheiro português Luis Gomes, no Rio; Luis enfrenta dificuldades para ter seu diploma reconhecido no país
A "burobarreira", expressão criada pelo ministro de negócios estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, afeta portugueses que deixaram o país em busca de emprego, devido à crise, e que encontraram no Brasil farto mercado de trabalho. A falta de engenheiros virou mantra de 10 em cada 10 empregadores do país.
Quando perguntam se ele está "roubando" empregos de brasileiros, Gomes responde: "Na minha área, pelo menos, não existe mão de obra para esta fase de expansão das construtoras", diz. "Eu mesmo estou a buscar engenheiros para minha equipe e ainda não encontrei um candidato com formação ideal ao preço que estamos dispostos a pagar."
Gomes não foi o único estrangeiro a descobrir o Brasil. Ele conta que, de 40 currículos que recebeu de um site de empregos, 25% eram de portugueses e 10% de sul-americanos. "Não faz sentido a barreira neste momento, é um obstáculo ao desenvolvimento das empresas."
O engenheiro conta que espera que o acordo entre Portugal e Brasil para o reconhecimento dos diplomas de engenheiros portugueses no país possa começar a valer até o fim do ano. Hoje, diz Gomes, o processo de reconhecimento é demorado e não há certeza de que dará certo.
"Conheço engenheiros experientes que tiveram que fazer disciplinas no Brasil e outros que não conseguiram resposta ao pedido de reconhecimento. Não é algo objetivo e em muitos casos não é concedida a validação [do diploma]", diz Gomes.
Cresce presença de engenheiro português no país
Portugal oferece visto em troca de investimento
Encontrar um trabalho foi a parte fácil. Engenheiro civil, especialista em obras estruturais como para contenção de encostas, Gomes encontrou emprego em dois meses no Brasil. Tem visto de trabalho, carteira assinada, tudo certo. Mas não pode assinar pelos seus trabalhos. Seu diploma não é reconhecido no Brasil.
Apesar de seis anos e meio de formado em uma das melhores escolas de engenharia da Europa, o Instituto Superior Técnico, e chefiando obras nos Estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais, Gomes tem que pedir a chefes e parceiros brasileiros para assinar os trabalhos.
O engenheiro português Luis Gomes, no Rio; Luis enfrenta dificuldades para ter seu diploma reconhecido no país
A "burobarreira", expressão criada pelo ministro de negócios estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, afeta portugueses que deixaram o país em busca de emprego, devido à crise, e que encontraram no Brasil farto mercado de trabalho. A falta de engenheiros virou mantra de 10 em cada 10 empregadores do país.
Quando perguntam se ele está "roubando" empregos de brasileiros, Gomes responde: "Na minha área, pelo menos, não existe mão de obra para esta fase de expansão das construtoras", diz. "Eu mesmo estou a buscar engenheiros para minha equipe e ainda não encontrei um candidato com formação ideal ao preço que estamos dispostos a pagar."
Gomes não foi o único estrangeiro a descobrir o Brasil. Ele conta que, de 40 currículos que recebeu de um site de empregos, 25% eram de portugueses e 10% de sul-americanos. "Não faz sentido a barreira neste momento, é um obstáculo ao desenvolvimento das empresas."
O engenheiro conta que espera que o acordo entre Portugal e Brasil para o reconhecimento dos diplomas de engenheiros portugueses no país possa começar a valer até o fim do ano. Hoje, diz Gomes, o processo de reconhecimento é demorado e não há certeza de que dará certo.
"Conheço engenheiros experientes que tiveram que fazer disciplinas no Brasil e outros que não conseguiram resposta ao pedido de reconhecimento. Não é algo objetivo e em muitos casos não é concedida a validação [do diploma]", diz Gomes.
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